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Engenheiro Eduardo Falabella recebe o prêmio James Oldshue

04/03/2013

Entrevista realizada pela jornalista Gláucia Bastos

Maktub! Essa conquista já estava escrita na história do engenheiro químico Eduardo Falabella Sousa-Aguiar! Em novembro de 2012, na cidade de Montevidéu (Uruguai) e na presença de diversas autoridades, ele recebeu pela Interamerican Confederation of Chemical Engineering and the American Institute of Chemical Engineers o Prêmio James Oldshue pela sua atuação e contribuição à Engenharia Química.

Eduardo Falabella é consultor sênior do Cenpes/Petrobras e professor associado do Departamento de Processos Orgânicos da Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente, suas linhas de pesquisa contemplam o trabalho com rotas catalíticas de conversão de biomassa, mais especificamente rota BTL (biomass-to-liquids) e estudos na área de fixação química de CO2 por conversão catalítica. Além disso, síntese e modificação de zeólitas continuam a fazer parte do seu escopo bem como a coordenação da Rede Brasileira de Química Verde.

Leia, a seguir, uma breve entrevista realizada com o ganhador do prêmio James Oldshue:

FCC S.A.: Quais são os diferenciais desse prêmio para a sua trajetória profissional?
Eduardo Falabella: Esse é o primeiro prêmio que ganho por minha contribuição à Engenharia Química Internacional. Venho recebendo, nos últimos anos, vários prêmios por minha trajetória no campo da Catálise, mas sou, com muito orgulho, um engenheiro químico que é professor da Engenharia Química e que se dedica a divulgar e defender essa área. Por essa razão, o prêmio tem um particular destaque na minha carreira.

FCC S.A.: O senhor conheceu o professor James Oldshue?

Eduardo Falabella: Em 1987, a FCC S.A. promoveu um curso sobre agitadores com o professor James Oldshue. Assisti ao curso e, no final, graças ao meu desempenho, fui escolhido para ser agraciado com o livro do Oldshue (Fluid Mixing Technology), com uma brilhante e carinhosa dedicatória feita por ele. Nunca mais o vi, mas soube que ele faleceu em 2007. Para minha surpresa, recebo, 25 anos depois, o prêmio que leva seu nome e que consagra uma carreira dedicada à Engenharia Química. Além da evidente honra, esse prêmio teve um sabor especial em função do fato acima descrito.

FCC S.A.: Assim como James Oldshue, que dedicou a sua existência à pesquisa e ao incremento da Engenharia Química para o bem da humanidade, a sua carreira foi marcada por desafios que permitiram ao senhor criar, desenvolver e realizar estudos voltados para o desenvolvimento sustentável. Que caminhos o senhor aponta hoje para a consolidação da “Química Verde”?

Eduardo Falabella: Essa é, sem dúvida, uma pergunta muito pertinente, mas de difícil resposta. A Química Verde precisa ser incentivada e desenvolvida na América Latina, de modo a alcançar o mesmo nível de outros países. Para tal, precisamos de financiamento e, no começo, tal financiamento tem de vir do Estado, seja em nível estadual ou federal. Estamos tentando deslanchar a Rede Brasileira de Química Verde, mas somos poucos abnegados trabalhando sem fundos. Temos um programa extenso que contempla várias áreas como Ensino, Regulação e Pesquisa, mas (e estou me repetindo de propósito) precisamos de um impulso financeiro inicial para poder operacionalizar as ações exaustivamente estudadas e propostas.

FCC S.A.: Como professor universitário, como o senhor avalia, atualmente, o estudante de Engenharia Química? Os avanços tecnológicos e as novas necessidades do mercado tornaram esse estudante mais ou menos engajado?

Eduardo Falabella: Há um redobrado interesse nessa profissão, as oportunidades de emprego são melhores e os salários mais altos. De fato, recentemente, o canal de notícias CNN divulgou que a Engenharia Química é a profissão em que os salários mais cresceram nos últimos 15 anos. No entanto, vejo que ainda falta muito em termos de engajamento ambiental. A visão de sustentabilidade é parca. As políticas governamentais visam a coibir ações predatórias, mas obviamente falta um programa nacional de desenvolvimento da Química Sustentável.

A Fábrica Carioca de Catalisadores S.A., líder no mercado de catalisadores de FCC da América do Sul, é uma empresa que cria, produz e entrega soluções em catalisadores e aditivos para a indústria de refino de petróleo.

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