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Impactos da pandemia de COVID-19 no mercado de refino Sul-Americano e as possíveis estratégias operacionais para as UFCCs

06/07/2020

Impactos da pandemia no mercado de refino Sul-Americano
 
A pandemia de COVID-19 causou um impacto sem precedentes na indústria de petróleo mundial.
 
As restrições nas atividades sociais e econômicas impostas pelos governos de todo o mundo para a contenção da propagação do vírus representaram uma queda drástica no consumo de produtos refinados e uma crise humanitária global. A partir de abril, praticamente toda a população mundial estava submetida a restrições totais ou parciais de movimentação, resultando na drástica queda do consumo de, principalmente,gasolina e querosene de aviação em todos os continentes.
 
A oferta de óleo cru sofreu um aumento significativo devidoà falta de um acordo entre os principais países produtores de petróleo. A inundação deste produto no mercado derrubou o preço da commoditie a menos de $20/bbl.
 
Valores muito baixos do petróleo não são sustentáveis a longo prazo. Países que têm fontes não convencionais,e por isso um maior custo de exploração, como shaleoil, veem sua oferta limitada devido à inviabilidade econômica de seu processo de extração e da menor atratividade do óleo para refinarias que estão adotando medidas rigorosas de contenção de custos. Por outro lado, países membros da OPEP, que obtêm vantagens a curto prazo pela flexibilidade de preço do óleo cru por seu baixo custo de exploração, a longo prazo, terãosuas economias – baseadas na cadeia do petróleo – em risco.
 
A indústria de petróleo, duplamente impactada pela pandemia – tendo a oferta e a demanda duramente atingidas – chegou, em abril,a níveis de 60% de utilização global das refinarias versus a faixa média de 80 – 85% dos últimos cinco anos.
 
A América Latina, que tem como principais produtos refinados a gasolina e o diesel, teve uma queda brusca na demanda por esses derivados com a pandemia. A demanda por gasolina foi ainda mais fortemente afetada que à por diesel na região.
 
As previsões de cenários mais otimistas indicam que a demanda mundial por combustíveis refinados aumentará no segundo semestre de 2020, mas que se estabilizará em valores abaixo do consumo previsto para o ano.
 
Os impactos que as economias de cada país,refletidos emsuas refinarias e a velocidade de retomada dependem de múltiplos fatores, como: a localização, as medidas de combate à pandemia adotadas pelos respectivos governos, a complexidade da refinaria, dentre outros.Além disso, as companhias de petróleo que atuam em ambos os setores - exploração e refino -foram majoritariamente afetadas pelo cenário atual.

Um levantamento sobre as principais estratégias adotadas pelas refinarias da América do Sul durante a pandemia concluiu que menos de 10% continuou com sua operação normal, como é possível observar na Figura 1. A ação implantada pela maioria das refinarias sul-americanas (45%), foi a redução no processamento de carga devido à queda de demanda no período. 38% dos refinadores adotaram paradas momentâneas por baixa demanda. Algumas refinarias optaram por, além da redução de carga, utilizarem aditivos de ZSM-5 em suas UFCCs para preferencialmente craquear a gasolina à olefinas leves e GLP.

 
 
 
A Fábrica Carioca de CatalisadoresS.A. tem atuado de forma ainda mais próxima de seus clientes durante a pandemia com o objetivo de transformareste período adverso em um momento de grandesoportunidades e aprendizados. Toda a expertisede seus Serviços Técnicos está voltada para somar às estratégias operacionais adotadas para a otimização das refinarias e para a manutenção desse aprimoramento operacional adquirido no período pós-pandemia.
 
 
 

 

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